“ - O que te faz feliz?
- Acordar cedo e ver que minha mãe preparou o café. Chegar da escola e ter almoço pronto, quentinho. Dar um abraço em alguém que amo e essa pessoa me abraçar 10 vezes mais forte. Olhar pra alguém e ver que esse alguém também estava olhando pra mim. Juntar os amigos e ficar jogando conversa fora, rindo atoa. Acordar no meio da noite pensando que já é hora de levantar, mas ver que ainda tem mais algumas horinhas de sono. Esquecer algo no fogo, mas ver que não queimou. Deitar na cama, fechar os olhos e dormir. Marcar de ir pra praia/clube e não chover. Achar uma roupa antiga no guarda-roupa, experimenta-la, e ver que não engordou tanto quanto pensou. Achar um brinquedo de infância e ficar relembrando o passado. Assistir meu filme favorito com alguém que gosto. Marcar algo e tudo dar certo. Ficar muito tempo sem ver alguém, e quando encontro esse alguém ele diz: “como cresceu, está linda!” Brigar com algum amigo e esse amigo vir atrás, pedindo desculpas - sei lá, me sinto especial e insubstituível-. Ligar o rádio e ouvir minha música preferida tocando. Ligar a TV e ver meu programa preferido passando. Ficar afim de um carinha na escola e perceber que ele está me dando mole. Combinar de sair com alguém e achar a roupa perfeita para a ocasião. Ver fotos antigas e rir do quão feia era. Olhar no espelho e me achar bonita. Fico feliz, quando lavo meu cabelo e ele fica comportado. Quando alguém me oferece bala/chiclete sem eu pedir. Ouvir músicas que me lembram momentos alegres, felizes. Lembrar de algo engraçado e rir atoa, sozinha. Chorar de tanto rir. Contar uma piada sem graça e mesmo assim, fazer alguém rir. Assistir um filme que me deu medo, e dormir com alguém de conchinha. Dizer minha opinião sobre algo e não ser julgada. Receber sms’s de alguém que gosto. Ligar pra alguém, e no primeiro “tu…” essa pessoa atender. Tomar refrigerante e arrotar sem vergonha. Dizer que estou mal e não me perguntarem o “por quê”, apenas ouvir um: “vai dar tudo certo, estou aqui com você”. Coisas simples que faz um bem e tanto.
“Sou muito estranha. Tipo, muito mesmo. Sou daquelas que canta sozinha, grita, esperneia e dança, mas quando estou em ‘público’ não passo de uma santa. Pode dizer-me que sou uma falsa e tudo mais, mas na verdade o meu problema é a timidez. Faço textos, redações, crônicas e raramente poemas, mas quando pedem para eu ler, eu simplesmente faço aquela cara de: “hoje não”. Tenho medo de coisas bobas e também do que nunca vi, como borboletas, escuro, bonecas, monstros, fantasmas. Mas nunca deixo de assistir um bom filme de terror. Em um dia escuto The Runaways, Guns N’ Roses e Scorpions, no outro? Adele, Band of Horses e Radiohead. Tenho esse jeito meio sem jeito de inventar problemas naquilo que está perfeito e encontrar imperfeições nas pequenas coisinhas. Prefiro andar de All Star do que ter uma coleção de saltos Louboutin. Gosto mesmo é de moletons, shorts e um bom fone de ouvido. Deus que me livre de vestidos! Agora você deve estar pensando que eu não sou uma menina, mas sim. Eu sou, caralho. Falo palavrão mesmo, e ai? Isso não me faz nem pior nem melhor que ninguém. Jogo video-game e me viro junto com o controle, falo para o ‘bonequinho’ morrer mesmo sabendo que não vai adiantar. Tento tocar violão mas a única coisa que eu sei fazer e passar a mão rapidamente em todas as cordas de cima pra baixo. Estou nem ai para iPhones e iPads, fico muito feliz com o meu C3 enfeitado com a bandeira da Inglaterra. Não ligo muito para as coisas materiais, tendo um motivo para sorrir, já me deixa muito melhor. Tenho uma mania incansável de falar: ‘vish’, ‘talvez’, ‘véi’ e ‘tipo’, mas sempre tento dar uma de culta quando estou falando com alguém pela primeira vez. Morro de rir assistindo ‘Crepúsculo’ e choro assistindo ‘Gladiador’. A bipolaridade nem me persegue, né? Sou irônica, tipo, muito mesmo. Me irrito facilmente e choro quando estou nervosa. Decoro frases de livros, mas matéria de prova? É ruim, hein? Fico falando que sou casada com um tal de Robert Pattinson e amante do Ian Somerhalder. Sou meio louca, ou melhor, completamente. Passo metade do meu dia tentando devaneios e a outra metade tentando recuperar o que eu perdi. Eu gosto de estudar, sério mesmo. Mas eu não sou nerd, eu apenas estudo, ok? OK. Sonho em viajar para os ‘quatro cantos’ do mundo e aprender tudo o que é tipo de língua e costume. Só sonho, porque acho meio difícil de acontecer. Não gosto de pessoas grudentas que fica te abraçando a cada 5 segundos, sabe? E prefiro ficar quieta no meu canto do que ficar conversando sobre fofocas. E se tem uma coisa que eu não suporto neste mundo é falsidade. Oh, Senhor. Por que isso existe? Ou melhor, por que as pessoas insistem em ser o que não são? Deus, livrai-me de tudo o que atrai a hipocrisia. Outra coisa que vivem me perguntando: Por que diabos eu escrevo? Escrevo para decodificar tudo o que eu sinto, para saber quem eu realmente sou e também se sei escrever certo. Não gosto de praia, mudo de assunto muito rápido e prefiro ler livros do que ir a shoppings. Quando eu crescer, ou melhor, quando eu ‘amadurecer’ (porque altura eu já tenho de sobra), quero ter uns 3 filhos, no mínimo. Consigo dar conselhos, acho que de modéstia parte, úteis para as minhas raras amigas e não sigo quase nada do que eu falo. Tenho uma nostalgia enorme de várias coisas, mas sei que são impossíveis de recuperá-las. Sou imperfeita, cheia de erros. Não vou falar que não julgo ninguém porque senão eu estaria mentindo para mim mesma. Guardo meus verdadeiros sentimento aqui dentro, a sete chaves, trancas e cofre de ultima geração. Tenho um jeito estranho de ser, muito, muito mesmo. Mas estou nem ai para o que dizem sobre mim. Jogo um ‘foda-se’ logo de cara e vou-me embora ser feliz. Invento palavras idiotas, dou risadas sobre coisas bestas, mas também sei ser séria na hora certa. Sou completamente, um paradoxo de loucuras.
“Engole um espelho, menina. Aprende que bonito, é o que a gente é por dentro.
“Se julgam ate pela cor, imagine o resto…